quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Bahia e Vitória recebem duras alfinetadas de dirigente

















O site Bahia Noticia publicou uma longa entrevista, com o Presidente do Jacobina, Rafael Damasceno concedida ao jornalista Matheus Caldas, Há de inicialmente destacar as serras da conhecida e querida cidade baiana do ouro, que atraiu os bandeirantes, no século XVII, na busca além do metal referido, também diamantes. Já neste século, o atrativo principal é o turismo ecológico. Estive lá uma única vez e dou o meu testemunho das históricas ruas, farta feira da cidade e a deliciosa goiabada, que por lá se vende.

O dirigente, envolto com o doce da região, salgou as torcidas que dominam o futebol da Capital. De início nada fora do “script” tupiniquim. Ocorre que ele inovou. Sempre nós rubro-negros alfinetamos o Bahia, que por vez devolvem as provocações, no entanto, o presidente do clube do Interior, alfinetou ambas quando afirma COBERTO de razão que é tão somente através do Campeonato Baiano que as torcidas do Bahia e Vitória conseguem alguma alegria. No Brasileiro nunca chegam, no Nordeste, ah, perdem até para o Botafogo-PB.

Veja alguns dos aspectos importante da entrevista
“Na contramão do glamour do futebol de cifras milionárias e alta audiência está o Jacobina. Presidente do clube, Rafael Damasceno é um dos nomes históricos de uma agremiação que teve um hiato de quase 20 anos sem vida profissional. Rebaixado à Série B estadual em 1994, o Jegue da Chapada, como é conhecido, voltou em 2015 e visa uma consolidação no futebol baiano. O dirigente comentou sobre as dificuldades de se gerir um clube menor e vê a Série D do Campeonato Brasileiro como uma válvula de escape para crescer mais rapidamente. “Pode ter certeza que iremos brigar pelo acesso”, prometeu. O mandatário ainda comentou sobre o tabu de um time do interior nunca ter conseguido um acesso nacional. No assunto Baianão, ele foi mais crítico. Desaprovou a postura da imprensa local no tratamento à competição estadual e pediu uma interiorização da dupla Ba-Vi além das fronteiras de Salvador. “A imprensa tem que valorizar mais a nossa competição” opinou. Por fim, ele ainda cutucou as torcidas de Bahia e Vitória, ao dizer que deveriam estimar mais o Baiano. “Se não fosse o Baiano, eles não iriam comemorar um titulo tão cedo. É a única forma de comemorar um titulo. No Brasileiro, não chegam nunca. No Nordeste, perde para Botafogo-PB”.

Diz o dirigente do Jacobina:

- A imprensa tem que valorizar mais a nossa competição. Ela é muito Bahia e Vitória e esquece que, para eles chegarem aonde chegaram hoje, foi através do Baiano. Quando eles caíram para a Série C, o Baiano socorreu. O torcedor da dupla Ba-Vi também tem que valorizar. Se não fosse o Baiano, eles não iriam comemorar um título tão cedo. É a única forma de comemorar um título. No Brasileiro, não chegam nunca. No Nordeste, perde para Botafogo-PB.

- Falo muito do episódio do Jacuipense. Se você observar, todos os gramados foram trocados. Se cortarem o gramado do estádio, acho que ficaria bom. Esse sensacionalismo desgasta muito a imagem da competição. Temos que valorizá-la p mostrar uma boa imagem para patrocinador vir e querer investir. Só esculhambam o Campeonato Baiano. A grande alegria do clube e da região aqui é quando chegamos no Baiano. A Bahia não é só de Feira de Santana para a capital. Temos centros para serem explorados. É por isso que Flamengo e Corinthians tem a torcida que tem no interior. É preciso interiorizar. Aqui na região, Flamengo dá de cinco ou seis nas torcidas de Bahia e Vitória. Então, acho que é preciso olharem um pouco mais para interior.

Será que o dirigente do Jacobina tem razão? Na verdade, os troféus mais acessíveis, para o Bahia e o Vitória são os decorrentes do baiano. Só que o dirigente derrapou em dois aspectos. O primeiro se debita ao esquecimento quanto ao Nordeste, pois o Vitória fora campeão em 5 certames e o Bahia, em 2. Finalmente, como pior derrapagem, a culpa não é da imprensa ou dos clubes de Salvador, mas dos clubes do interior que sempre se constituem barreira para renovação da FBF. O Vitória e o Bahia têm que perseguir o futuro de cada um deles. Cabe à Federação a política do desenvolvimento esportivo estadual. Se o Estado continua com este marasmo, eles dirigentes amadores e dos clubes profissionais do interior têm a maior responsabilidade, mas se houve uma boa alfinetada, para os nossos clubes não tenho dúvida.

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